Porque fazer jejum não é uma escolha saudável

O jejum é caracterizado por um período de tempo superior a seis horas sem comer, já o jejum prolongado caracteriza-se por setenta e duas horas sem ingerir alimentos e destina-se a casos específicos no campo hospitalar,  como realização de exames ou quadros clínicos especiais.
Ficar em jejum faz você perder peso sim, mas a um custo que deverá ser quitado pelo seu organismo e sua saúde!
Ao manter o corpo privado de alimentos por um longo período de tempo, os estoques de energia começam a ser consumidos a partir de outras fontes de combustível que não só a glicose e o glicogênio (reserva de glicose armazenada no fígado e no músculo).
Inicialmente a gordura começa a ser quebrada para suprir esse déficit de energia, mas isso não dura por muito tempo. O corpo é sábio e ao considerar que o indivíduo está passando por uma fase de privação alimentar, ele passa a estocar mais gordura ao invés de queimá-la. Para ficar claro o porque do organismo guardar a gordura nesses casos, precisamos de uma breve explicação fisiológica: os macronutrientes que fornecem energia para nossas atividades diárias são as proteínas, os glicídios (carboidrato) e os lipídios (gordura). Cada 1 grama de carboidrato fornece 4 kcal de energia para o organismo, cada 1 grama de proteína fornece 4 kcal também, enquanto que 1 grama de gordura fornece 9 kcal!
O corpo pensa:  – “não sei quando acabará essa privação, vou garantir que em casos extremos eu tenha o substrato que mais me fornece energia” – e passa a estocar a gordura e usar a proteína (massa muscular) como combustível.
Então, o jejum além de desequilibrar o metabolismo, irá consumir nossos músculos e consequentemente provocar desidratação, uma vez que o teor de água no organismo está bastante relacionada à massa muscular.
Além de todas as consequências citadas, quando jejuamos nosso organismo diminui nosso metabolismo basal, ele faz funcionar tudo de forma mais lenta já que está com carência de energia. O corpo se poupa! Aí, quando resolvemos comer normalmente, aceleramos o acúmulo de gordura. Lembra? Ele tinha diminuído a necessidade calórica basal para se proteger e agora, quando entra o alimento, ele não precisa mais de tantas calorias e isso resulta no famosíssimo e temido efeito sanfona.

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Fracionar a ingestão de alimentos em intervalos inferiores a seis horas é a melhor saída, pois dessa maneira mantemos a glicose circulante e o funcionamento mais eficaz de nosso metabolismo. Claro que a escolha do que comer nesse fracionamento é de fundamental importância!

 

 

 

 

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