“Colesterol alto” ou hipercolesterolemia: entenda os distúrbios nos níveis de gordura que prejudicam a sua saúde!

Conhecida popularmente como “colesterol alto” a hipercolesterolemia é o mais comentado distúrbio que altera os níveis de gorduras no sangue, mas não o único. Na verdade, são chamadas dislipidemias todos os distúrbios que interferem nos teores normais de lipídeos do organismo entre eles o LDL colesterol, o triglicérides alto e o HDL baixo.

Convém lembrar que o LDL é o colesterol considerado “ruim”, pois carrega o colesterol dos tecidos para as células favorecendo o acúmulo de placas de gordura nas artérias, consolidando o processo de aterosclerose, já o HDL, considerado como colesterol “bom”, faz o caminho inverso retirando o excesso de colesterol das células e levando ao fígado que metaboliza a gordura e a envia para o intestino onde terá seu excedente eliminado. Os triglicerídeos são a principal forma de gordura disponível no organismo e assim como o colesterol tem cerca de 70% da sua produção endógena, ou seja, pelo próprio corpo devido a sua importância vital em alguns processos fisiológicos, ficando a menor parte proveniente da dieta.

Ainda assim, uma dieta rica em gorduras saturadas e de origem animal, assim como a hipertensão, diabetes mellitus, obesidade e sedentarismo, contribuem com a elevação dos níveis de LDL colesterol e, consequentemente, pioram o risco do desenvolvimento de doenças cardio e cerebrovasculares como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). As dislipidemias podem também apresentar origem genética, no entanto, mesmo com esta predisposição ou falha nos genes, o distúrbio é desencadeado a partir de estilos de vida não saudáveis como a alimentação rica em gorduras saturadas e a ausência da prática de atividades físicas.

Saiba porque é importante conciliar a dieta com o treino para emagrecer!

Os principais fatores desencadeantes das dislipidemias como a hiperlipidemia, conhecida como colesterol alto, são a dieta inadequada, sedentarismo, fumo e em menor parcela fatores genéticos hereditários associados a existência de histórico familiar de doenças coronarianas. Por isso, para prevenir e tratar as dislipidemias é importante realizar algumas mudanças no estilo de vida, como por exemplo, intervenções nutricionais através da reeducação alimentar pautadas em evitar o consumo de alimentos ricos em gorduras como as carnes vermelhas gordas, as aves com pele, miúdos, os embutidos como a salsicha, a linguiça, o presunto e a mortadela, os enlatados, os queijos amarelos, leites e iogurtes integrais, chocolate ao leite e branco e preparações a base de creme de leite e manteiga. O ideal é adotar o consumo de frutas, verduras e legumes, alimentos fontes de fibra como a aveia e as massas integrais, as aves sem pele, carnes vermelhas magras, leites e iogurtes semidesnatados ou desnatados, azeite de oliva extra virgem e preferir doces a base de frutas e o preparo dos alimentos através do método de cocção assado, grelhado ou cozido.

Para a prevenção desta enfermidade também é imprescindível a redução do peso e a prática regular de atividades físicas, pois estudos comprovam que o HDL só aumenta efetivamente por influência dos exercícios. Particularmente os exercícios aeróbicos reduzem os níveis de colesterol total no sangue, principalmente do colesterol LDL, além do auxílio na elevação dos níveis do HDL, o “colesterol bom”.

Os exercícios aeróbicos são aqueles que pela intensidade precisam de mais oxigênio para serem realizados como caminhar, correr, saltar, nadar, pular (tudo que envolve movimento contínuo). Contrapõem-se assim aos exercícios anaeróbicos. No geral, costuma-se dizer que as tarefas do dia a dia são aeróbicas. Os exercícios aeróbicos são muitos e bem fáceis de fazer, isso quer dizer que não é necessário estar muito em forma para começar a praticá-los. Sendo assim, você pode escolher entre: caminhar, correr, nadar, dançar ou pedalar e também não é necessária uma grande infraestrutura nem equipamento. Muito estudos também indicam que mesmo praticando exercícios aeróbicos por tempos reduzidos, os benefícios na redução de colesterol ruim são interessantes.

Ao ser diagnosticado com uma dislipidemia como o colesterol alto, mesmo após adotar as medidas preventivas e terapêuticas necessárias, não deixe de realizar o acompanhamento com seu médico, nutricionista e educador físico.

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