Excesso de proteína faz mal?

Em tempos onde a saúde e a estética se tornam preocupações cada vez mais frequentes, novas dietas e programas de treino chamam a atenção e conquistam adeptos em toda a parte. As academias estão progressivamente mais cheias e o mercado de alimentos orgânicos, naturais e com foco saudável se consolidando.

Muito comum tem sido a adoção de dietas ricas em proteínas a base de frango, carnes magras e inúmeras claras de ovos, muitas vezes, acrescidas de suplementos como whey protein (proteína isolada do soro de leite em pó), extrato de soja (alternativa vegana), BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) e muitos outros mas, será que essa prática de manter uma alimentação com alto aporte de proteínas a longo prazo não prejudica a saúde?

As proteínas são nutrientes compostos por moléculas de aminoácidos que exercem uma série de funções diferentes e muito importantes para o funcionamento do organismo. Tem papel estrutural compondo os tecidos do corpo como o colágeno; presente na pele e as fibras actina e miosina que proporcionam a contração dos músculos; participam da composição de enzimas, anticorpos, regulação de hormônios e na formação de fluidos corporais como o leite materno, o esperma e o muco.

A recomendação de proteína para um adulto de 70 kg é de 56 a 70 gramas/ kg/ dia, o que equivale a 1,2 a 1,8 g/ kg/ dia do nutriente. Alguns ciclos da vida e condições fisiopatológicas influenciam na necessidade proteica do indivíduo, idosos e gestantes, por exemplo, necessitam de um aporte superior do nutriente. Atletas também podem aderir a valores superiores de proteína em sua dieta adotando o valor de 2,0 g/ kg/ dia ou mais, conforme análise de um nutricionista.

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A questão é que tem sido comum encontrar quem consuma valores de proteína superior a isso visando a hipertrofia, que é o aumento de massa muscular.

Atualmente tem sido discutido entre médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde quais efeitos o excesso de proteína pode causar à saúde. Alguns estudos afirmam que o excesso de proteína pode levar a danos renais e hepáticos significativos além de gerar um excesso de produtos finais do metabolismo, como a uréia que podem ser tóxicos ao organismo no entanto, estudos recentes têm levantada a ideia de que o corpo de indivíduos saudáveis tem a capacidade de se adaptar a níveis maiores de ingestão de proteína sem causar grandes prejuízos tendo em vista que nem toda a proteína que é ingerida é absorvida e tem sua utilização biológica completa pelo organismo.

Diante de tudo o que foi exposto, o conselho é procurar sempre um bom nutricionista que lhe acompanhe e analise a recomendação proteica mais recomendada a você de acordo com suas características físicas, biológicas e socioeconômicas. Importante: evite extremismos e mantenha uma alimentação equilibrada e saudável composta por alimentos fontes de carboidratos, proteínas, gorduras de boa qualidade, fibras, vitaminas e minerais o corpo agradecerá e consequentemente, o rendimento do seu treino também.

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