Hipertrofia – Aumento de carga não é tudo

Carregar a barra com várias anilhas, usar mais de uma caneleira, descer cada vez mais o pino nos aparelhos, caprichar nas caretas. Um dos objetivos mais buscados nas academias é ter o corpo musculoso o mais rápido possível. Mas, sustentar cargas assustadoramente pesadas durante o treino pode não ser a melhor estratégia para quem quer criar músculos. Um estudo recente realizado nos Estados Unidos mostra que em vez de carga, o melhor pode ser investir na execução do movimento.

Entre aumentar a carga e manter uma amplitude maior, é melhor manter uma amplitude grande, o máximo possível daquela articulação, com uma carga moderada do que aumentar a carga e diminuir a amplitude. O que o estudo diz é que o aumento de carga não é o fator principal na hipertrofia – explica a personal trainer Deborah Povoleri.

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O estudo da American College of Sports Medicine (Escola Americana de Medicina Esportiva, em português), de Indianápolis, Estados Unidos, realizado com 13 voluntários mostrou que a quantidade de carga não é o fator principal para hipertrofia, mas sim realizar o movimento com a amplitude máxima e até a falha. Ou seja: não adianta carregar o peso do mundo, forçar demais o corpo e sentir dor. Segundo o treinador Gustavo Luz, muitas vezes é comum encontrar pessoas treinando com mais peso que deveria nas academias, em uma busca apressada pelo resultado. O que a longo prazo pode causar lesões e fazer o efeito contrário.

Para crescer é necessário malhar pesado, mas no geral as pessoas deveriam investir mais na execução do movimento do que na sobrecarga. E, a partir da qualidade da execução, aumentar a carga ou não, de acordo com a proposta de cada um. Isso está ligado à ansiedade de querer ficar forte rápido. Um erro comum de quem tem sobrepeso e tenta apressar um processo biológico que precisa ser respeitado – destacou Gustavo.

 

Matéria publicada no site globoesporte.globo.com/eu-atleta.

 

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